27 de jan. de 2010



Nó.

Na garganta seca
a palavra falha,
a saliva engasga.

Só.

A cabeça falta,
os olhos ardem,
as pernas tremem.

Óh!

Se a palavra some,
se a mente salta,
quem é que sopra o que dizer?

Nó.

A respiração já é lenta,
e agora argumenta que
não tem mais nada a fazer.
O coração aperta,
e cansado se entrega,
pois lhe falta por quem bater.

E aí é nó,

e aí é dor,

e aí é dó.

- E esse cabra forte, morreu do quê?

- Morreu de falta do que viver.

Texto e ilustração: Jeff Santanielo

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