
Nó.
Na garganta seca
a palavra falha,
a saliva engasga.
Só.
A cabeça falta,
os olhos ardem,
as pernas tremem.
Óh!
Se a palavra some,
se a mente salta,
quem é que sopra o que dizer?
Nó.
A respiração já é lenta,
e agora argumenta que
não tem mais nada a fazer.
O coração aperta,
e cansado se entrega,
pois lhe falta por quem bater.
E aí é nó,
e aí é dor,
e aí é dó.
- E esse cabra forte, morreu do quê?
- Morreu de falta do que viver.
Texto e ilustração: Jeff Santanielo


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